Archive em Outubro 2017

Emigração portuguesa em França em novela gráfica

O autor francês Robin Walter lançou esta semana o livro “Maria e Salazar”. A novela gráfica é inspirada na vida de uma emigrante portuguesa que chegou a Paris em 1972 e resume a história de milhares de portugueses em França. A personagem Maria é baseada na sua “segunda mamã”, uma “amiga da família”, que trabalhou como empregada doméstica na casa dos seus pais durante mais de 30 anos.

“Baseei-me no percurso de Maria, que é uma amiga da família e foi durante 30 anos a empregada doméstica dos meus pais e que eu e os meus irmãos consideramos como uma segunda mamã. Quando quis falar sobre este tema, pedi-lhe a ela e ao seu marido para me contarem as suas histórias”, disse Robin Walter à Lusa.

(continuar a ler no site da Euronews)

Lançamento global do novo Astérix

“Astérix e a Transitálica” é o novo álbum da coleção do gaulês, o 37.º, o terceiro dos autores sucessores de Goscinny e Uderzo (que se mantém como editor), de seu nome Didier Conrad e Jean-Yves Ferri, depois de “Astérix entre os Pictos” (2013) e “O papiro de César” (2015).
Astérix e Obélix rumam à bota, à Península Itálica, depois de “Astérix Gladiador” (1964) e de “Os Louros de César” (1972), para uma corrida de quadrigas organizada por Júlio César para dar a conhecer ao mundo a grandeza das vias romanas, e do seu império.
Nestes dias, num lançamento global, sairão para as bancas cinco milhões de livros — 5.000.000 — em 16 línguas e em 25 países. Por cá, haverá a edição portuguesa, mirandesa e francesa.
Todas a informação sobre o novo livros, os autores, a história e o regresso da coleção pode ser descoberto no site exclusivo asterix37.com.

Reportagem ficcionada no FOLIO 2016

[reportagem ficcional realizada no FOLIO 2016, chamada “Onda de Famosos no Festival Literário de Óbidos” publicada na TKNT]

[O FOLIO começou hoje]

Quitério vibrou quando recebeu uma nova mensagem, tinha configurado o sinal no iphone para ser alertado das que chegavam da revista onde trabalhava, a Nova Gente. Abriu logo – devia ser o trabalho da semana, ou alguma emergência. Era o trabalho da semana. “Qr q faças ist, dps briefo”, era a mensagem simplificada com um link para o Folio. Quitério estranhou, um festival literário?

Que interesse podia ter um festival literário para a Nova Gente? Os trabalhos que lhe davam implicavam tantas vezes conversar com epifenómenos mediáticos construídos pelos reality shows que raramente conseguiam conjugar um verbo simples e que alteravam livremente sujeitos, predicados, adjetivos, figuras de estilo… E agora queriam um festival literário? Esperaria pelo briefing.

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Conhecidos finalistas do Prémio Oceanus

Há quatro autores portugueses entre os finalistas do Prémio Oceanus : “Anunciações” (Dom Quixote), de Maria Teresa Horta, “Golpe de teatro” (Assírio & Alvim ), de Helder Moura Pereira, “Karen” (Relógio D’Água), de Ana Teresa Pereira e “Não se pode morar nos olhos de um gato” (Teorema), de Ana Margarida de Carvalho. Os brasileiros são seis: “Simpatia pelo demônio” (Companhia das Letras), de Bernardo Carvalho, “Machado” (Companhia das Letras), de Silviano Santiago, “Como se estivéssemos em palimpsesto de putas” (Companhia das Letras), de Elvira Vigna, “O amor dos homens avulsos”, de Victor Heringer; “O conto zero e outras histórias”, de Sérgio Sant’Anna e “Sul”, de Verônica Stigger. Esta edição teve 1215 inscrições, entre livros publicados com primeira edição no Brasil (1031), em Portugal (176), Moçambique, Cabo Verde e Espanha (2) e Angola e Quénia (1).

 

A lista completa dos selecionados foi anunciada nesta quarta-feira. (A lista de todos os concorrentes pode ser encontrada aqui)

Todos os livros selecionados foram editados em seus países de origem. Três finalistas portugueses – Helder Moura Pereira, Ana Teresa Pereira e Ana Margarida de Carvalho – são inéditos no Brasil. Três brasileiros – Victor Heringer, Silviano Santiago e Elvira Vigna – nunca foram publicados em Portugal.

A escolha destes finalistas e dos vencedores, a serem revelados no próximo dia 7 de dezembro, passou por um processo de seriação muito apurado. Na primeira etapa, os curadores Ana Sousa Dias, Selma Caetano e Manuel da Costa Pinto indicaram 65 profissionais do meio literário para formar o Júri de Avaliação — 3 angolanos, 50 brasileiros, 3 moçambicanos e 9 portugueses. Cada jurado leu e avaliou 55 deles, de forma a que cada livro foi avaliado três vezes. Além de escolher, pela votação, o conjunto de 51 livros semifinalistas, aquele júri alargado escolheu também os elementos de um conjunto de pessoas para um Jurado Intermediário — a poeta Ana Mafalda Leite, o crítico António Guerreiro, as ensaístas Beatriz Resende, Eliane Robert Moraes e Mirna Queiroz, a escritora Maria Esther Maciel, a tradutora e editora Heloisa Jahn e os poetas Eucanaã Ferraz, Ricardo Aleixo e Sérgio Alcides — que elegeu os dez livros finalistas do Oceanos 2017.

O prémio Oceanos tem um valor de cerca de 27 mil euros.

 

Comunicado do Man Booker Prize para Lincoln in the Bardo

Lincoln in the Bardo by George Saunders is named winner of the 2017 Man Booker Prize for Fiction. Lincoln in the Bardo is the first full-length novel from George Saunders, internationally renowned short story writer.

The 58-year-old New York resident, born in Texas, is the second American author to win the prize in its 49-year history. He was in contention for the prize with two British, one British-Pakistani and two American writers.

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George Saunders é Man Booker Prize 2017 por Lincoln no Bardo

George Saunders (Fort Greene Focus)

O escritor americano George Saunders foi anunciado ontem à noite como vencedor do Man Booker Prize pelo seu primeiro romance “Lincoln no Bardo”, edição portuguesa da Relógio D’Água. Saunders era um dos nomes da lista curta do prémio que incluía também concorriam ao prémio outros cinco finalistas: Paul Auster (“4,3,2,1”, D. Quixote), Emily Fridlund (“History of Wolves”), Mohsin Hamid (“Exit West”), Fiona Mozley (“Elmet”) e Ali Smith (“Autumn”).

A história evoca a noite em que o ex-presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln enterrou seu filho de 11 anos. Descreve a editora que este primeiro romance de George Saunders “revela-nos o seu trabalho mais original, transcendente e comovedor. A ação desenrola-se num cemitério e, durante apenas uma noite, a história é-nos narrada por um coro de vozes, que fazem deste livro uma experiência impar que apenas George Saunders nos conseguiria dar. Ousado na estrutura, generoso e profundamente interessado nos sentimentos, Lincoln no Bardo é uma prova de que a ficção pode falar sobre as coisas que realmente nos interessam. Saunders inventou uma nova forma narrativa, caledoscópica e teatral, entoada ao som de diferentes vozes, de modo a fazer-nos uma pergunta profunda e intemporal: como podemos viver e amar sabendo que tudo o que amamos tem um fim?”
Zadie Smith diz que é «uma obra-prima.»

Saunders, de 58 anos, é o segundo autor americano a receber o Man Booker, que premeia o melhor romance do ano escrito em inglês e publicado no Reino Unido, desde 2014 aceita escritores não britânicos e de fora da Commonwelath, e sucede ao seu compatriota Paul Beatty, que no ano passado recebeu o Man Booker e 50 mil libras esterlinas concedidas ao autor premiado graças à obra satírica “O Vendido”.

O júri deliberou durante cinco horas e manteve um “feroz debate” antes de se decidir por “Lincoln no Bardo”, explicou durante uma cerimónia em Londres a escritora e atriz Lola Young, presidente do painel de jurados. “A forma e o estilo deste original romance revelam uma narrativa engenhosa, inteligente e profundamente comovente”, descreveu Lola, referindo-se à obra como um relato que “explora o significado e a experiência da empatia”.