Archive em Janeiro 2018

A arquitetura moderna do Porto em livro

1942 pode ser definido como o ano do aparecimento do Movimento Moderno na arquitetura portuense, com a Casa Joaquim Malheiro Pereira, projeto de Alfredo Viana de Lima, que foi o primeiro em Portugal a revelar influência direta de Le Corbusier. Ele é o ponto de partida para o mais recente livro sobre a arquitetura da cidade do Porto: “Guia de Arquitetura do Porto 1942-2017”.

Editado pela A+A Books, faz um levantamento de fundo e exaustivo desde aquela época até aos dias de hoje, não só na capital do distrito mas também em Matosinhos, Maia, Vila Nova de Gaia e Gondomar. O guia, escreve a agência Lusa, citando a apresentação da obra, “entende assim ‘a cidade como o espraiamento mais denso a partir do seu centro histórico’, alargando-se à grande área urbana, através de 13 zonas bem definidas, ‘procurando simultaneamente agrupar os exemplos escolhidos’ em zonas de ‘coerência arquitetónica/urbanística’ ou com uma identidade própria, reconhecível, tendo em conta eixos históricos de desenvolvimento.

Depois do Movimento Moderno, o guia centra-se nos modificações trazidas com 0 25 de Abril, nomeadamente a ação do Serviço Ambulatório de Apoio Local, SAAL, e daí até meados 1990, antes de entrar no século XXI. Aqui destacam-se as obras da Metro do Porto, da requalificação da Baixa no âmbito da Porto 2001. E continua com os projetos em andamento: Programa de Qualificação Urbana da Circunvalação, o Mercado do Bolhão, o Matadouro de Campanhã, a Estação Intermodal de Campanhã e os Percursos Pedonais (ligações Palácio de Cristal, Miragaia, Virtudes).

O Hotel D. Henrique, o Silo-Auto, a Escola Secundária Soares dos Reis, a reabilitação de uma ilha de Campanhã, a sede portuense da União Elétrica Portuguesa, a ponte de S. João, a reabilitação do Palácio do Freixo, as faculdades de Engenharia e Economia, o complexo habitacional Quinta das Sedas, o Terminal de Cruzeiros de Leixões, as reabilitações do Rivoli e da Casa das Artes, a Casa da Arquitetura, a Casa de Chá da Boa Nova, a Estação de Tratamento de Águas do Lever, a Capela de São José e o edifício Garagem Ouro são algumas das obras presentes no guia.

A apresentação será esta quinta-feira.

Autores que entram em domínio público, este ano

Os sites Projecto Adamastor e The Public Domain Review publicaram as listas dos autores que passam para domínio público este ano.
Da lista disponibilizada pela Associação Ensino Livre destacam-se Francisco Manuel Alves, abade de Baçal, Aarão de Lacerda, Alípio Rama, António Homem de Melo, António Maria da Cunha, Augusto Cunha (a lista está neste link).

Aleister Crowley e Pessoa, jogando

Dos nomes internacionais constam nomes como Aleister Crowley, amigo de Fernando Pessoa, que o ajudou a  forjar o suicídio, René MagritteSiegfried SassoonWinston Churchill, Hans Fallada e Che Guevaraentre outros.

Hillary Clinton faz cameo nos Grammy para (se) promover livro de Michael Wolff

Na cerimónia dos Grammy de ontem à noite, incluindo na passadeira vermelha, estiveram presentes vários assuntos da actualidade política estado-unidense. Incluindo, claro, o livro de Michael Wolff Fire and Fury, que mereceu um sketch com o cameo de várias figuras conhecidas do mundo da música… e Hillary Clinton.

Promoções até ao dia dos namorados (em actualização)

O “Dia dos Namorados” é um dos momentos altos da época baixa do comércio. Começou naturalmente nos Estados Unidos e propagou-se ao mundo ocidental, eventualmente a todo o mundo, como forma de agitar o comércio entre a desaustinada época natalícia (e de Saldos) e a Primavera como forma de rentabilizar e animar os consumidores. Hotéis, restaurantes, lojas de perfumes e de produtos de luxo têm um pequeno boost neste período, bem como as livrarias.

A primeira a anunciar as promoções do Dia dos Namorados foi a Bertrand (link aqui). As suspeitas do costume estão lá (Sveva, Moyes, Allende, Kenyon; Roberts, Koomson e Picoult), como a nova leva dos romances jovem adulto e as velhinhas cartas e poemas de amor.

Dez curiosidades sobre Virginia Woolf

Nascida a 25 de Janeiro de 1882. Algumas particularidades de Virginia Woolf.

Era bipolar. O transtorno terá estado na origem da sua morte, por suicídio, em 1959, após uma depressão.
Não foi à escola. Os seus país encarregaram-se da sua educação. Antes dos sete, já estudava latim, francês e história.
Difícil trato. Conta-se que era uma cliente difícil nas lojas, discutindo amiúde com as funcionárias.
Príncipe da Etiópia. Com um grupo de amigos, pintou a cara de negro e vestiu-se com túnica para se fazer passar pelo príncipe da Etiópia. De tal forma que conseguiu fazer uma viagem no couraçado HMS Dreadnought.
Primeira tentativa de suicídio. Aos 22 anos, atirou-se de uma janela. Não ficou muito ferida porque a janela não era suficientemente alta.
Figura do feminismo. “Uma mulher deve ter dinheiro e casa própria se pretende escrever ficção” tornou-se referente no feminismo dos 1970.
Ulisses. O seu marido e editor,  Leonard Woolf, recusou a publicação do Ulisses de James Joyce por ser impossível de imprimir na sua gráfica com máquina manual.
Próxima de judeus. O seu marido era judeu, esteve muito próxima desta comunidade e criou vários personagens judeus.
Objectivo de Hitler. Devido a essa relação com os judeus, foi juntamente com o marido incluída na lista de alvos a abater da “lista da morte” do invasor.
Três semanas a aparecer. Suicidou-se depois de se ter recolhido numa cabana de pedras e atirou-se a um rio próximo da casa. O corpo demorou três semanas a aparecer.

 

Acervo de Miguel Veiga doado ao Porto

Rui Moreira e Miguel Veiga (imagem porto.pt)

Os cerca de 20 mil livros da biblioteca pessoal do advogado e político portuense Miguel Veiga foram doados à Câmara Municipal do Porto. O anúncio foi feito pelo presidente da autarquia ao propor na reunião de câmara um protocolo com a sua herdeira.  Entre os cerca de 20 mil volumes, “predominam temáticas ligadas à literatura e às artes, ao pensamento ou à política, em língua portuguesa e estrangeira, que em termos cronológicos abarca a parte final do século XIX, todo o século XX e princípios do atual”, relata o Porto24.  De acordo com o protocolo de doação, a Câmara compromete-se a integrar esta biblioteca no acervo das Bibliotecas Municipais, para a disponibilizar ao público leitor, integrando os catálogos físicos e digitais das Bibliotecas do Porto”.  Miguel Veiga morreu a 14 de novembro de 2016, aos 80 anos. Nasceu no Porto e foi, ao lado de Francisco Sá Carneiro e Francisco Pinto Balsemão, um dos fundadores do Partido Popular Democrático, hoje PSD, em 1974.

Novo livro com as loucuras na Casa Branca, escrito por jornalista da Fox

“Media Madness: Donald Trump, The Press And The War Over The Truth” é publicado a 29 de Janeiro. Howard Kurtz, jornalista da Fox News, analisa a guerra do Presidente contra os “media falsos” e “como essa guerra está a marcar e a ser marcada por uma administração em desalinho”, conta o Expresso.

O Washington Post publicou algumas partes do livro, nomeadamente quando Bannon diz que Ivanka é “apenas mais um elemento do staff que não sabe o que está a fazer” e que uma das fontes dos jornalistas que retratam a confusão da Casa Branca é o próprio Trump, inadvertidamente: o presidente “fala com tantos amigos e conhecidos sobre informação chave que ela acaba por chegar rapidamente aos jornalistas”.

E o Twitter, claro. Ler mais

Morreu Germana Tânger


“O episódio mais célebre da sua longa carreira de diseuse foi talvez uma concorrida sessão no Teatro da Trindade, em 1959, quando subiu sozinha ao palco para ler, de cor, os quase mil versos da Ode Marítima de Álvaro de Campos. Um momento marcante não apenas enquanto façanha técnica, mas também pela coragem que exigia, e sobretudo a uma mulher, dizer um tal poema, com as suas violentas imagens de explícita dimensão homossexual e sado-masoquista, numa sala prestigiada do beato Portugal salazarista.”
In Público.