Morreu Germana Tânger


“O episódio mais célebre da sua longa carreira de diseuse foi talvez uma concorrida sessão no Teatro da Trindade, em 1959, quando subiu sozinha ao palco para ler, de cor, os quase mil versos da Ode Marítima de Álvaro de Campos. Um momento marcante não apenas enquanto façanha técnica, mas também pela coragem que exigia, e sobretudo a uma mulher, dizer um tal poema, com as suas violentas imagens de explícita dimensão homossexual e sado-masoquista, numa sala prestigiada do beato Portugal salazarista.”
In Público.

Livro de Fortalezas de D. Manuel I estudado in loco e será reeditado

O Livro das Fortalezas é um documento histórico notável. Manuscrito que terá sido executado por volta do ano 1510, por iniciativa do rei de Portugal, D. Manuel I, faz a recolha em desenhos dos 56 castelos fronteiriços do reino, que terão sido visitados e desenhados pelo autor Duarte de Armas.

Reformista e centralizador, de cujo reinado se destacam as Ordenações Manuelinas – consideradas como o primeiro documento jurídico organizado do país -, D. Manuel I (1495-1521) pretendia com o Livro das Fortalezas saber o estados das mesmas e necessidades de reforma que tinham.

“Duarte de Armas, escudeiro da Casa Real, acompanhado de um criado a pé, percorreu a cavalo a maioria das povoações acasteladas da fronteira, elaborando esboços em papel (debuxos) com as suas panorâmicas (ao menos duas por povoação, de diferentes direcções) e as plantas dos respectivos castelos, nelas indicando os trechos mais arruinados, onde obras se faziam mais necessárias” (Wikipédia).

A viagem começou em Castro Marim, prosseguindo até Caminha, e inclui também Barcelos e Sintra, perfazendo material para dois volumes, concluídos em Março de 1510. O códice contendo os dois volumes encontra-se actualmente depositado no arquivo nacional da Torre do Tombo, em Lisboa.

Penas Roias. Com o pormenor dos pássaros à esquerda e a forca à direita.

Agora, conta a TSF, este levantamento está a ser revisitado por uma equipa de investigadores. O repórter José Ricardo Ferreira encontrou-se com dois dos investigadores em Almeida e conta uma parte do trabalho.

Os resultados serão conhecidos no final do ano com o objectivo de vir a ser publicada uma nova edição do “Livro das Fortalezas” e a montagem de uma exposição comparativa entre os desenhos antigos e os actuais.

Maior coleccionador português do século XX retratado em livro

“A Constituição de uma Coleção Nacional. As Esculturas de Ernesto Vilhena” é o nome do livro que é apresentado hoje sobre o mais importante coleccionador português da primeira metade do século, falecido em 1967. A autora é Maria João Vilhena de Carvalho, investigadora, e o lançamento será no Museu Nacional de Arte Antiga, com apresentação de Raquel Henriques da Silva.

A obra está inserida na Coleção Estudos de Museus, promovida pela Direção-Geral do Património Cultural e pela editora Caleidoscópio, e perfaz agora uma dezena de títulos publicados até à atualidade, na área dos museus e da museologia. Via RTP