Marlene Ferraz em entrevista ao i

As Falsas Memórias de Manoel Luz, editado pela Minotauro, é romance de maior fôlego de quem quase esteve para se deixar de aventuras literárias, depois de um livro de estreia, A Vida Inútil de José Homem, que lhe valeu o prémio Agustina Bessa Luís em 2012 – ganhou o prémio Miguel Torga com o primeiro livro, de contos, Na Terra dos Homens, em 2008. Marlene Ferraz numa entrevista ao i.

Entrevista: Umberto Eco ao DN sobre "Número Zero"

A entrevista é de João Céu e Silva, foi publicada no DN de 24 de Maio de 2015 por altura da publicação de “Número Zero”, o seu relato sobre o jornalismo de sarjeta e a falta de memória perante a corrupção política e social. Passa-se numa época pré-Internet e pré-Berlusconi, para poder se contado sem o ruído que esses fenómenos distorcessem o romance.

“Na entrevista que deu ao DN garante que tudo o que conta, salvo a fantasia sobre o corpo de Mussolini, é verdadeiro, teve processos judiciais e já foi publicado: “O pior do que conto no meu romance não é o que se fez de terrível, mas que as pessoas se estejam nas tintas para todos esses acontecimentos. Vejo que tudo entra por uma orelha e sai pela outra das pessoas, como se as coisas terríveis que se passaram há 50 anos não preocupem ninguém e sejam aceites tranquilamente. Acho que ninguém me quer silenciar pois não sou Roberto Saviano, que conta segredos da mafia atuais. Eu conto coisas sobre as quais até a BBC já fez um documentário.”

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Entrevista: Jorge Carrión, no Sol

Jorge Carrión é um colecionador de livrarias. Nascido em Tarragona em 1976, doutorou-se em Humanidades e trabalha como jornalista e escritor. Viajante experimentado, a primeira coisa que faz quando chega a uma cidade é visitar o museu de arte contemporânea, se o houver, e descobrir as suas livrarias. Só depois vem o resto.

O lugar de segurança que para a minha mãe e para a minha avó era a igreja, para mim é a livraria. A etimologia da palavra latina para religião é ‘re-ligio’, que significa ‘religar’, voltar a, unir, com uma certa experiência. Creio que nesta época de vida passada ao ecrã, ao computador, a livraria é o lugar privilegiado para nos religar com o objeto, com o material. A livraria tem uma dimensão ritual muito acentuada.

Acha que as livrarias estão a ficar cada vez mais parecidas umas com as outras?

Hoje há muitas livrarias, mas penso que podem ser divididas nalgumas tipologias principais. Uma é a livraria de cadeia, que tem um desenho muito homogéneo. Outra é a livraria independente, que também tem uma estética muito própria, com muita madeira, sofás, um aspeto boémio… Depois as livrarias de design ou de museu, que são brancas, diáfanas. Há tendências, mas depois os bons livreiros sabem dar a cada uma o seu próprio toque de originalidade. E muitas vezes sabemos que detrás de uma boa livraria há um bom ateliê de arquitetura. As livrarias são obra de um livreiro e de um arquiteto.

Há alguma livraria onde vá com mais frequência?

Quase todos os dias, depois de ir buscar os meus filhos ao colégio, vou com eles a uma livraria que fica no meu bairro, a Nollegiu. Essa é que tenho mais à mão. Mas tento não perder o contacto com outras que me interessam e sempre que vou a uma cidade nova tento conhecer as suas livrarias. Ainda há um bocadinho fui à Pó dos Livros e trouxe de lá um cartão. Tenho uma caixa com milhares destes cartões de todo o mundo.

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Entrevista: Sebastião Salgado com Drauzio Varella sobre Da Minha Terra à Terra


“Nada disso foi feito para ser publicado, isso foi feito para ser vivido”. O escritor e médico Drauzio Varella teve um interessante programa de entrevistas. Aqui, o fotojornalista Sebastião Salgado apresenta o livro biográfico Da Minha Terra à Terra, falando da sua vida desde a sua terra até à descoberta da Terra.