La Vanguardia: Barcelona, cidade de escritores

No anos 60 e 70, a chegada de grandes escritores latino-americanos que incluiu dois Nobel e três Cervantes – García Márquez, Vargas Llosa, Jorge Edwards e Sergio Pitol – criou um ambiente em Barcelona. “Como será hoje?”, pergunta o jornal La Vanguardia. E responde neste trabalho, dizendo que sim. Aos latino-americanos junta-se o francês – com dois Goncourt, Mathias Enard e Jonathan Littell, autores em catalão de outras culturas, como Najat el Hachmi, Flavia Company ou Silvana Vogt. Para ler no link.

Prémio Livro do Ano da Bertrand


A Livraria Bertrand começou, no ano passado, o prémio literário que é atribuído por leitores e livreiros. O Prémio Livro do Ano Bertrand “irá distinguir a obra em prosa, seja romance, conto ou novela”, destacado em cada uma das categorias “Melhor livro de ficção lusófona”, “Melhor livro de ficção de autores estrangeiros” e “Melhor reedição de obras essenciais da literatura lusófona ou universal”. A lista dos quinze livros finalistas, cinco de cada categoria, podem ser votados pelos leitores aqui (neste link). No mês que vem, será divulgado o vencedor de cada categoria, aos quais será reservado um lugar de destaque nas livrarias Bertrand, em especial ao longo de todo o ano de 2018. O vencedor da 1.ª edição foi História da Menina Perdida, de Elena Ferrante, lançado em Portugal, em 2016, pela editora Relógio d’Água. Assim, finalistas do Melhor Livro de Ficção Lusófona, são “Até que as Pedras se tornem mais leves de que água”, de António Lobo Antunes, “Hoje Estarás Comigo no Paraíso”, de Bruno Vieira Amaral, “O Pianista de Hotel”, de Rodrigo Guedes de Carvalho, “Sinal de Vida”, de José Rodrigues dos Santos, “Isabel de Aragão, Entre o Céu e o Inferno”, de Isabel Stilwell. Os finalistas para a Melhor Reedição de Obras Essenciais da Literatura Lusófona ou Universal são “Os Miseráveis I”, de Victor Hugo, “A Sibila”, de Agustina Bessa-Luís, “Meia-Noite ou o Princípio do Medo”, de Richard Zimler, “O Grande Gatsby”, de F. Scott Fitzgerald, “Oliver Twist”, de Charles Dickens. Os melhores livros de ficção de autores estrangeiros serão escolhidos entre “Escrito na Água”, de Paula Hawkins, “Uma Coluna de Fogo”, de Ken Follett, “Para lá do Inverno”, de Isabel Allende, “Homens sem Mulheres”, de Haruki Murakami, e “Origem”, de Dan Brown.

Rascunho automático

Numa escolha unânime do júri, Camões e Outros Contemporâneos (Presença, 2017), de Helder Macedo, venceu a edição de 2018 do prémio D. Diniz, da Fundação Casa de Mateus. “Poeta e romancista reconhecido, Helder Macedo oferece-nos neste livro da sua vertente ensaística um percurso pela literatura portuguesa, da Idade Média à actualidade, em que a familiaridade com os grandes autores do passado e os do presente nos aproxima do seu universo, cruzando criação e vida”, diz a acta do júri, que assinala ainda a coincidência de o prémio ser atribuído “a uma obra que começa precisamente pela análise inovadora de uma cantiga de amigo do rei poeta que o nome do prémio celebra”. Conquistou ainda os jurados o modo como Macedo “assume a ousadia das suas descobertas e o faz com uma erudição que, longe de afastar o leitor, o fascina pelos novos horizontes que vem abrir”. Do Público.

Moreira da Costa pode ser despejado

Conta o JN deste sábado que a Moreira da Costa corre o risco de fechar pois os novos proprietários do Hotel Infante Sagres, senhorios da livraria, querem incluir aquele espaço nas obras de remodelação do edifício, encerrá-lo e abrir uma loja de artigos relacionados “com a marca e com a cidade”, refere o jornal. O mais antigo alfarrabista da cidade do Porto tem o selo do programa municipal “Porto Tradição” mas nem isso parece interferir com a decisão, da mesma forma que sucedeu em Lisboa com a Aillaud e Lello, em Lisboa. “O alfarrabista, fundado em 1902 na Rua de Aviz, pretende manter ali os seus 50 mil títulos. A Sagrotel quer ocupar o espaço e alega que denunciou o contrato de arrendamento antes da Moreira da Costa ser considerada loja histórica”, explica o jornal, e a câmara confirmou: “A denúncia do contrato é anterior ao requerimento e consequente processo de reconhecimento. Prevalece, por isso, o mecanismo legal acionado pelo senhorio, a menos que se verifique consenso entre as partes”. A empresa refere que o projecto aprovado na autarquia “obriga à desocupação total da livraria”.

Saldos a peso na Rua das Flores

Livros ao quilo. Assim é, o Mercado do Livro, ou mercado do saldo, que a empresa calendário de Letras organiza habitualmente na nave do Palácio de Cristal e que este ano transferiu para a Rua das Flores, segundo noticia o Porto24. “Estamos certos que este é o local certo para substituir o Pavilhão Rosa Mota, que vai deixar saudades. A Rua das Flores tem uma nova vida, onde passam milhares de portugueses e turistas todos os dias. Há ideias a transformarem-se constantemente em negócios e muitas novas atrações”, referiu Francisco Curralo, da Calendário de Letras, a editora responsável pela organização do evento. A outra mudança é a realização de “um verdadeiro mercado vende produtos ao quilo”. A venda, o mercado, decorre no Museu da Misericórdia do Porto, das 10h às 20h.

Mataram a Cotovia e Huckleberry Finn retirados de curriculum no Minnesota

A notícia é do Guardian, citando o Bemidji Pioneer. Um agrupamento de escolas no Estado do Minnesota decidiu retirar “Mataram a Cotovia” e “As aventuras de Huckleberry Finn” do seu curriculum, reclamando que estes romances clássicos com referências racistas por que podem criar situação de “humilhação e marginalização”. Os responsáveis do Duluth vão manter os livros nas bibliotecas. Serão ensinadas as mesmas matérias, afirmou o responsável do agrupamento ao jornal local, mas utilizando outras opções literárias: “We felt that we could still teach the same standards and expectations through other novels that didn’t require students to feel humiliated or marginalised by the use of racial slurs”.