Euronews: Leilão de desenhos de Tintin

Leilão em Paris vai ter à venda vários desenhos e esboços originais de Tintin, da autoria de Hergé. “Mas não é um leilão para qualquer bolsa. As peças, raríssimas, atingem as centenas de milhares de euros.”, diz a Euronews.

“Um desenho a cores, a tinta-da-china e aguarela, para a capa de “O cetro de Ottokar”, pode chegar aos 800 mil euros: “Este nunca esteve no mercado. Foi oferecido, em 1939, à pessoa que ainda o tem. É a história de uma vida, esta pessoa viveu toda a vida com este desenho, era criança quando encontrou Hergé, que lhe ofereceu o desenho como presente”, explica o perito Eric Leroy.

Outras peças raras e valiosas à venda são os esboços para “As joias de Castafiore”, tal como os originais das duas primeiras tiras de “A estrela misteriosa”, avaliadas entre 300 mil e 400 mil euros. O leilão vai ter lugar na Artcurial, em Paris, no dia 18 de novembro.

No último ano, esta é a terceira vez que desenhos de Hergé vão a leilão. Antes foi Abril passado e em Novembro do ano passado.

Prémios Jabuti começaram a ser conhecidos, Romance para Silviano Santiago

Silviano Santiago

Silviano Santiago, escritor e professor de literatura, foi o vencedor do Prémio Jabuti de Romance com uma ficção sobre os últimos anos de Machado de Assis (falecido em 1908). Com este anúncio, citado da Folha de S. Paulo, o autor de 81 anos concorrerá ao Jabuti  Livro do Ano de Ficção que será anunciado a 30 de novembro.

Os vencedores das 29 categorias do Jabuti foram divulgados na tarde desta terça (31) pela Câmara Brasileira do Livro.

“Neste ano, foram introduzidas duas novas categorias; uma dedicada a livros brasileiros traduzidos no exterior –na qual “A Cup of Rage”, versão britânica de “Um Copo de Cólera”, de Raduan Nassar, saiu vencedora– e outra, aos quadrinhos. “Castanha do Pará”, HQ independente de Gidalti Oliveira Moura Júnior, foi a ganhadora”, refere o jornal.

Todos os vencedores abaixo

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Conhecidos finalistas do Prémio Oceanus

Há quatro autores portugueses entre os finalistas do Prémio Oceanus : “Anunciações” (Dom Quixote), de Maria Teresa Horta, “Golpe de teatro” (Assírio & Alvim ), de Helder Moura Pereira, “Karen” (Relógio D’Água), de Ana Teresa Pereira e “Não se pode morar nos olhos de um gato” (Teorema), de Ana Margarida de Carvalho. Os brasileiros são seis: “Simpatia pelo demônio” (Companhia das Letras), de Bernardo Carvalho, “Machado” (Companhia das Letras), de Silviano Santiago, “Como se estivéssemos em palimpsesto de putas” (Companhia das Letras), de Elvira Vigna, “O amor dos homens avulsos”, de Victor Heringer; “O conto zero e outras histórias”, de Sérgio Sant’Anna e “Sul”, de Verônica Stigger. Esta edição teve 1215 inscrições, entre livros publicados com primeira edição no Brasil (1031), em Portugal (176), Moçambique, Cabo Verde e Espanha (2) e Angola e Quénia (1).

 

A lista completa dos selecionados foi anunciada nesta quarta-feira. (A lista de todos os concorrentes pode ser encontrada aqui)

Todos os livros selecionados foram editados em seus países de origem. Três finalistas portugueses – Helder Moura Pereira, Ana Teresa Pereira e Ana Margarida de Carvalho – são inéditos no Brasil. Três brasileiros – Victor Heringer, Silviano Santiago e Elvira Vigna – nunca foram publicados em Portugal.

A escolha destes finalistas e dos vencedores, a serem revelados no próximo dia 7 de dezembro, passou por um processo de seriação muito apurado. Na primeira etapa, os curadores Ana Sousa Dias, Selma Caetano e Manuel da Costa Pinto indicaram 65 profissionais do meio literário para formar o Júri de Avaliação — 3 angolanos, 50 brasileiros, 3 moçambicanos e 9 portugueses. Cada jurado leu e avaliou 55 deles, de forma a que cada livro foi avaliado três vezes. Além de escolher, pela votação, o conjunto de 51 livros semifinalistas, aquele júri alargado escolheu também os elementos de um conjunto de pessoas para um Jurado Intermediário — a poeta Ana Mafalda Leite, o crítico António Guerreiro, as ensaístas Beatriz Resende, Eliane Robert Moraes e Mirna Queiroz, a escritora Maria Esther Maciel, a tradutora e editora Heloisa Jahn e os poetas Eucanaã Ferraz, Ricardo Aleixo e Sérgio Alcides — que elegeu os dez livros finalistas do Oceanos 2017.

O prémio Oceanos tem um valor de cerca de 27 mil euros.

 

Comunicado do Man Booker Prize para Lincoln in the Bardo

Lincoln in the Bardo by George Saunders is named winner of the 2017 Man Booker Prize for Fiction. Lincoln in the Bardo is the first full-length novel from George Saunders, internationally renowned short story writer.

The 58-year-old New York resident, born in Texas, is the second American author to win the prize in its 49-year history. He was in contention for the prize with two British, one British-Pakistani and two American writers.

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George Saunders é Man Booker Prize 2017 por Lincoln no Bardo

George Saunders (Fort Greene Focus)

O escritor americano George Saunders foi anunciado ontem à noite como vencedor do Man Booker Prize pelo seu primeiro romance “Lincoln no Bardo”, edição portuguesa da Relógio D’Água. Saunders era um dos nomes da lista curta do prémio que incluía também concorriam ao prémio outros cinco finalistas: Paul Auster (“4,3,2,1”, D. Quixote), Emily Fridlund (“History of Wolves”), Mohsin Hamid (“Exit West”), Fiona Mozley (“Elmet”) e Ali Smith (“Autumn”).

A história evoca a noite em que o ex-presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln enterrou seu filho de 11 anos. Descreve a editora que este primeiro romance de George Saunders “revela-nos o seu trabalho mais original, transcendente e comovedor. A ação desenrola-se num cemitério e, durante apenas uma noite, a história é-nos narrada por um coro de vozes, que fazem deste livro uma experiência impar que apenas George Saunders nos conseguiria dar. Ousado na estrutura, generoso e profundamente interessado nos sentimentos, Lincoln no Bardo é uma prova de que a ficção pode falar sobre as coisas que realmente nos interessam. Saunders inventou uma nova forma narrativa, caledoscópica e teatral, entoada ao som de diferentes vozes, de modo a fazer-nos uma pergunta profunda e intemporal: como podemos viver e amar sabendo que tudo o que amamos tem um fim?”
Zadie Smith diz que é «uma obra-prima.»

Saunders, de 58 anos, é o segundo autor americano a receber o Man Booker, que premeia o melhor romance do ano escrito em inglês e publicado no Reino Unido, desde 2014 aceita escritores não britânicos e de fora da Commonwelath, e sucede ao seu compatriota Paul Beatty, que no ano passado recebeu o Man Booker e 50 mil libras esterlinas concedidas ao autor premiado graças à obra satírica “O Vendido”.

O júri deliberou durante cinco horas e manteve um “feroz debate” antes de se decidir por “Lincoln no Bardo”, explicou durante uma cerimónia em Londres a escritora e atriz Lola Young, presidente do painel de jurados. “A forma e o estilo deste original romance revelam uma narrativa engenhosa, inteligente e profundamente comovente”, descreveu Lola, referindo-se à obra como um relato que “explora o significado e a experiência da empatia”.

Biblioteca Joana em selos

Os CTT apresentaram uma nova emissão filatélica que celebra os 300 anos da Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, composta por um selo de 0,50€ e uma tiragem de 125 mil exemplares e outro com o valor facial de 1,00€ e uma tiragem de 115 000 exemplares, com o formato de 80X30,6mm e design da B2 Design.

“Um dos selos desta emissão mostra-nos diversos pormenores desta biblioteca da Universidade de Coimbra, entre eles a vista geral da sala 2, numa fotografia de Paulo Mendes; uma Bíblia Hebraica, dita “Bíblia de Abravanel”, da segunda metade do século XV; a folha 6 (salmos iniciais), parte do acervo da Biblioteca Joanina; a bíblia “atlântica” do século XIII, num pormenor da folha 2 do Livro da Sabedoria; e uma carta de fidalguia manuscrita e iluminada do licenciado Prado de Vivar Vecino de Griñon, de 13 de agosto de 1569. O outro selo apresenta a estante, da autoria de Gaspar Ferreira e Manuel da Silva; também a «Bíblia de Abravanel», mas desta feita a folha 384v (decorações micrográficas finais); um pormenor da coroa sobre o «emblema» da Teologia, na Sala 3 da Biblioteca, da autoria de Gaspar Ferreira (talha) e Manuel da Silva (douradura); e a Bíblia «atlântica» (atrib. Estrasburgo, séc. XII), Tábuas dos Cânones Evangélicos”, descreve o site dos CTT.

A primeira pedra na construção foi colocada a 17 de julho de 1717, no exterior do primitivo perímetro islâmico, sobre o antigo cárcere do Paço Real, com o objetivo de albergar a biblioteca universitária de Coimbra. Terminada em 1728, é um dos expoentes do barroco português e uma das mais ricas bibliotecas europeias, aparecendo em muitas listas das mais bonitas do mundo. Ficou conhecida como Biblioteca Joanina em honra e memória do Rei D. João V (1707-1750), que patrocinou a sua construção e cujo retrato, da autoria de Domenico Duprà (1725), domina categoricamente o espaço.

50 anos da publicação de O Macaco Nu, de Desmond Morris

O livro que se apresenta como o estudo antropológico da evolução do homem, identificado precisamente como uma evolução do macaco em vez de como um anjo caído, O Macaco Nu, praticamente indisponível nas livrarias portuguesas, está a cumprir cinquenta anos.

O Observer ouviu quatro especialistas sobre a tese de Demond Morris. Robin Dunbar defende que “a tese principal de Morris, que muito do nosso comportamento pode ser entendido no contexto do comportamento animal, aguentou o teste do tempo, mesmo que alguns dos seus detalhes não o tenham”. Angela Saini reconhece a importância mas com muitas críticas sobre a visão da mulher: “A sua consistente incapacidade de perceber o impacto do patriarcado e da repressão feminina roça a bizarria”. Ben Garrod, primatólogo, refere que “O Macaco Nu é como um velho colega com quem crescemos e nos apercebemos que ele não é assim tão perfeito quanto pensávamos” e o apresentador Adam Rutherford diz que “este é o problema principal de o Macaco Nu: é um livro cheio de ideias interessantes que têm pouca validade científica”.

Uma pesquisa online nas livrarias portuguesas não deixa aparecer O Macaco Nu, apenas no OLX. Encontra-se A Olho Nu e outros livros do autor, na Wook, por exemplo.

As pedras falam em Atenas | Euronews


Na capital da Grécia, um projeto utiliza encena textos de Homero, Platão ou Aristóteles junto ao outro grande património da cidade, as suas pedras. “Os turistas e os cidadãos locais têm uma experiência diferente sete dias por semana, sete performances diferentes em sete locais únicos da cidade. O público pode filosofar em três línguas diferentes: inglês, francês e grego. Jovens atores e atrizes entraram no projeto e fizeram as pedras falar. As pedras vão continuar a falar até 10 de outubro” (da Euronews).

Assírio traz novas edições de Almada

Almada Negreiros

A Assírio e Alvim lança por estes dias novas edições de Poemas e Ficções de Almada Negreiros.

Ficções, em segunda edição, é muito aumentado em relação à primeira, inclui textos dispersos entretanto localizados, mais quatro inéditos, anuncia a editora. “Ficam assim reunidas todas as ficções almadianas conhecidas até à data, para além do romance Nome de Guerra já reeditado em versão revista pelo manuscrito original”.
No Poemas de Almada Negreiros, refere também a Assírio, “incluem-se alguns dos mais radicais das vanguardas do século XX”. Este volume reúne o conjunto completo da poesia de Almada Negreiros. Nesta segunda edição, aumentada, e revista pelos manuscritos originais, inclui-se três caligramas e um poema-carta, e ainda doze poemas inéditos.

Um excerto de Poemas pode ser lido aqui.
Primeiras páginas de Ficções a ler aqui.