As pedras falam em Atenas | Euronews


Na capital da Grécia, um projeto utiliza encena textos de Homero, Platão ou Aristóteles junto ao outro grande património da cidade, as suas pedras. “Os turistas e os cidadãos locais têm uma experiência diferente sete dias por semana, sete performances diferentes em sete locais únicos da cidade. O público pode filosofar em três línguas diferentes: inglês, francês e grego. Jovens atores e atrizes entraram no projeto e fizeram as pedras falar. As pedras vão continuar a falar até 10 de outubro” (da Euronews).

Trinta anos de Memorial do Convento na abertura da Feira do Livro

 

Ana Ribeiro em “Uma máquina voadora movida por vontades”

“Uma máquina voadora movida por vontades”, uma performance de André E. Teodósio/ Teatro Praga, que comemora os 35 anos do lançamento de “Memorial do Convento” de José Saramago, estreou sexta-feira (01.09) o ciclo Spoken Word da Feira do Livro do Porto. O Teatro Praga, com a criação de Teodósio e a participação especial da atriz Ana Ribeiro, remexeu a obra de Saramago, os seus personagens, a sua visão do mundo e da história.
Essa era a ideia de Anabela Mota Ribeiro, a comissária do evento, que apresentou este primeiro espetáculo.
Seguem-se, nas próximas semanas:

 

“De Ana Hatherly a Tarkovski” – com palavras, imagens e música de Matilde Campilho, Tomás Cunha Ferreira, Mariano Marovatto e Anastasia Lukovnikova (sexta 08.09)
“Que mistérios tem Clarice”, 40 anos sobre a morte de Clarice Lispector e 30 de Carlos Drummond de Andrade (sábado 09.09)
e
“As primeiras coisas” em viva voz, pondo o foco no romance de estreia de Bruno Vieira Amaral (sábado 15.09)

O Inferno? Somos nós.

Depois de cinco apresentações no Bar Pinguim Café, no início de abril, a performance “Urro” está de regresso. Quem quiser subir ao ringue, poderá fazê-lo nas próximas semanas no Porto, Viana, Caldas da Rainha e Lisboa. E prepare-se para aguentar dois assaltos de uma peça que acerta lá onde dói.

Um gira-discos toca o single do John Lennon a 45 rotações, a música é o “Give Peace a Chance”. Três mesas alinhadas em U colocam o ator no meio da cena, de costas para o público, a ler um livro em branco. Mal acaba a música, o personagem vestido de roupão azul, de cetim, debruado com uma fita cor-de-rosa, tenta acordar para o mundo ouvindo discursos e músicas e máximas em cassetes de fita num velho leitor-gravador em formato de gaveta. Nada parece desassossegá-lo, como um depressivo com a medicação em dia, “meio ressacado para a vida mas bem-disposto, felicíssimo por o dia começar”, até que num laptop, o personagem se ouve a si próprio. Como se saísse da sua redoma de autorreclusão, aos poucos vai tomando consciência a caminho de perder as estribeiras. Não que essa consciência lhe sirva necessariamente para alguma coisa, não que

perca necessariamente as estribeiras, apenas se limite a racionalizar uma série de evidências, com ironia, sarcasmo ou até cinismo sobre a nossa sociedade, cujo excesso de positivismo transforma em descrença qualquer raciocínio menos otimista.
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