Entrevista: Sebastião Salgado com Drauzio Varella sobre Da Minha Terra à Terra

Entrevista: Sebastião Salgado com Drauzio Varella sobre Da Minha Terra à Terra


“Nada disso foi feito para ser publicado, isso foi feito para ser vivido”. O escritor e médico Drauzio Varella teve um interessante programa de entrevistas. Aqui, o fotojornalista Sebastião Salgado apresenta o livro biográfico Da Minha Terra à Terra, falando da sua vida desde a sua terra até à descoberta da Terra.

Rascunho automático

Virginia Woolf disfarçada de príncipe da Etiópia, com um grupo de amigos. Conseguiu assim dar um passeio num barco real.

Virginia Woolf and Friends Dress Up as “Abyssinian Princes” and Fool the British Royal Navy (1910). The hoax, masterminded by Cole, began when he sent a telegram to the ship telling the crew to expect a visit from some North African dignitaries. Once on board, the group spoke in accented Latin (quoting the Aeneid) and gibberish. Woolf kept quiet so as to disguise her gender. One of the officers on the ship was a cousin of Virginia and Adrian, but he failed to recognize them. It wasn’t a flawless performance on either side: at one point, Buxton sneezed and almost lost his mustache, and the Navy, unable to find an Abyssinian flag, flew the flag of Zanzibar instead.

Trinta anos de Memorial do Convento na abertura da Feira do Livro

 

Ana Ribeiro em “Uma máquina voadora movida por vontades”

“Uma máquina voadora movida por vontades”, uma performance de André E. Teodósio/ Teatro Praga, que comemora os 35 anos do lançamento de “Memorial do Convento” de José Saramago, estreou sexta-feira (01.09) o ciclo Spoken Word da Feira do Livro do Porto. O Teatro Praga, com a criação de Teodósio e a participação especial da atriz Ana Ribeiro, remexeu a obra de Saramago, os seus personagens, a sua visão do mundo e da história.
Essa era a ideia de Anabela Mota Ribeiro, a comissária do evento, que apresentou este primeiro espetáculo.
Seguem-se, nas próximas semanas:

 

“De Ana Hatherly a Tarkovski” – com palavras, imagens e música de Matilde Campilho, Tomás Cunha Ferreira, Mariano Marovatto e Anastasia Lukovnikova (sexta 08.09)
“Que mistérios tem Clarice”, 40 anos sobre a morte de Clarice Lispector e 30 de Carlos Drummond de Andrade (sábado 09.09)
e
“As primeiras coisas” em viva voz, pondo o foco no romance de estreia de Bruno Vieira Amaral (sábado 15.09)

Sophia e Pessoa, na ilha do Palácio

No primeiro dia da Feira do Livro do Porto 2017, o dizedor Rui Spranger e a estreante Joana Oliveira deram voz ao projeto “Os Amigos de Sophia”, leituras vivas e diálogos poéticos entre a homenageada da Feira do Livro do Porto e o poeta maior do século XX português, Fernando Pessoa. As leituras, que incluíram vários dos heterónimos de Pessoa, decorreram ao início da noite desta sexta-feira.

Neste dia, nasce Nelson Rodrigues

Neste dia, 23 de agosto, no ano de 1912, nascia em Recife um dos mais respeitados escritores brasileiros do século XX, e o melhor dramaturgo do país.

Já no Rio de Janeiro, ainda jovem, começou a trabalhar como repórter no periódico do seu pai, Mário Rodrigues, A Manhã.  Fez cobertura policial e de sociedade durante longos anos, o que lhe permitiu escrever muito e de dentro sobre essa sociedade em que se movia.

A sua primeira peça foi A Mulher sem Pecado”, de 1941, e dois anos depois foi conhecida aquela que lhe deu sucesso, Vestido de Noiva. “foi considerado ao mesmo tempo um imoral e um moralista, reacionário e pornográfico, um gênio e um charlatão, escandalizando, como nunca, o público e a imprensa especializada da época com seu teatro desagradável. Explorando a vida cotidiana do subúrbio do Rio de Janeiro, preencheu os palcos com incestos, crimes, suicídios, personagens beirando a loucura, inflamadas de desejos e agindo apaixonadamente, até matando, e diálogos rápidos, diretos, quase telegráficos, carregados de tragédia e humor”, refere o site da UOL Klick Educação.

Com Vestido de Noiva, houve uma renovação com, por exemplo, o decorrer em três planos simultâneos (realidade, memória e alucinação construíam a história da protagonista Alaíde), uma das inovações que iniciaram o processo de modernização do teatro brasileiro.

O escritor morreu no dia 21 de dezembro de 1980, aos 68 anos, no Rio de Janeiro, por conta de complicações cardíacas e respiratórias.