I have to sing about the Book I read

I have to sing about the Book I read

I’m writing ‘bout the
Book I read
I have to sing about the
Book I read
I’m embarrassed to admit it hit the soft spot in my heart
When I found out you wrote the
Book I read so
Take my shoulders as they touch your arms I’ve
Got little cold chills but I feel alright The
Book I read was in your eyes oh oh
Oh…I’m living in the future.
I feel wonderful.
I’m tipping over backwards
I’m so ambitious
I’m looking back I’m
Running a race and you’re the book I read so
Feel my fingers as they
Touch your arms
I’m spinning around but I feel alright
The book I read was in your eyes

Talking Heads – The Book I Read

Meta-crítica literária, «A Cada Esquecido o seu Adido» de Luís Miguel Rosa

Sabemos, desde Álvaro Ribeiro, que em Portugal a poesia substituiu a filosofia, os poetas foram os nossos maiores pensadores, os seus versos assombram-nos com todo o rigor do seu acúmen sentimental“, escreve Luís Miguel Rosa no seu blogue Homem-do-Livro. O post “A Cada Esquecido o seu Adido” é um análise da crítica literária, nomeadamente de um ponto recorrente, a “crença casmurra de estarmos sempre a um passo de perdermos o património, de espreitarmos da beira dum precipício um abismo sempre atarefado a abocanhar toda a nossa história, toda a nossa identidade, condenando todos nós à amnésia“. Numa análise que começa no século XIX e vem até os nossos dias.

“Não passa uma semana sem o Público, o Expresso, o Diário de Notícias,nos terrorizarem com um horizonte vazio de referências ou nos fazerem sentir idiotas por não lermos o falecido dilecto do cronista”, sugere, “este tipo de discurso, entre o choradinho e o raspanete, já se tornou um género literário com estrutura própria, como romances de cavalaria ou relações de naufrágios quinhentistas”.

Corrigindo erros históricos, destapando incongruências e apontando preferências pessoais ou geracionais travestidas de opiniões fundadas, o autor traça um retrato muito interessante da crítica e jornalismo cultural português.

O blogue aqui.

Will Self escreve sobre os romances difíceis e de como é essencial que continuem a ser escritos

“There’s no doubt that in an era of cultural over-abundance, when a few keystrokes can—as if you were some cultural Midas—deliver to you all the literary, filmic and televisual riches the wide world has to offer, the notion of a “difficult” novel becomes almost exponentially harder to sell. But perhaps this figuration gives the game away: difficult novels have never been cultural artefacts you hard sell to anyone; their very existence is predicated on the distinction between cultural and financial capital that, under existing neoliberal conditions, is being comprehensively annihilated. No, a difficult novel has always been something readers aspire to, even if that aspiration only took the form of buying a leather-bound volume from the Book of the Month Club and leaving it to gather dust on your shelves. Unfortunately, I believe that aspiration is now comprehensively waning, as the novel moves from the centre stage of Western culture to its wings. Of course, people will object along these lines: “Joyce’s Ulysses only garnered a smattering of writers during his lifetime—and considering it’s regarded by many critics to be the most important novel of the 20th century, it’s hardly attracted that many since his death…” However, it’s worth considering how different the times were—Ulysses was banned in many countries for obscenity, while literacy and general education levels were far lower in the 1920s.”

Do Literary Hub

Reportagem

Reportagem da RevistadeArte-Logopress na exposição “Pessoa. Todo arte es una forma de literatura” no Museu Reina Sofía, mais de 160 obras de pintura, desenho e fotografia de 20 artistas como José de Almada Negreiros, Amadeo de Souza-Cardoso, Eduardo Viana, Sarah Affonso, Júlio ou Sónia e Robert Delaunay, para citar alguns, assim como abundante documentação original (manifestos, livros e revistas, correspondência, etc.), procedente de diversas colecciones privadas e instituições como Fundação Calouste Gulbenkian (56 obras), Biblioteca Nacional de Portugal ou Centre Georges Pompidou. “La muestra narra con este amplio conjunto, cómo Pessoa y los artistas visuales coterráneos de aquella época, al contrario de lo que ocurrió en otros contextos periféricos, nunca fueron miméticos seguidores de las innovaciones surgidas en los centros neurálgicos como París, capital de los nuevos lenguajes artísticos desde el siglo XIX”.

Sexus, de Henry Miller, regressa às estantes

A Livros do Brasil, chancela da Porto Editora, coloca no mercado esta quinta-feira (8.2) Sexus, de Henry Miller. Há muito esgotado, o livro é o primeiro da trilogia Rosa-Crucificação do autor estado-unidense, que será reeditada na coleção Dois Mundos até  ao final do próximo ano, com “Plexus” e “Nexus”.

Publicado pela primeira vez em 1949, em França, foi durante décadas lido às escondidas e até proibido em alguns pontos do globo. Em Portugal saiu originalmente em 1962, naquela coleção. É uma autobiografia ficcionada com várias aventuras sexuais, literárias e boémias, vividas por Henry Miller entre Brooklyn a Paris.

 

Fernando Pessoa e a arte dos seus contemporâneos, em Madrid

O Museu Reina Sofia pegou em Fernando Pessoa para fazer uma mostra da vanguarda portuguesa sua contemporânea, nomeadamente a partir do conhecido retrato que dele pintou Almada Negreiros (versão 1964). A exposição foi inaugurada na semana passada.

Toda a Arte É Uma Forma de Literatura é comissariada por Ana Ara e João Fernandes.