Meta-crítica literária, «A Cada Esquecido o seu Adido» de Luís Miguel Rosa

Sabemos, desde Álvaro Ribeiro, que em Portugal a poesia substituiu a filosofia, os poetas foram os nossos maiores pensadores, os seus versos assombram-nos com todo o rigor do seu acúmen sentimental“, escreve Luís Miguel Rosa no seu blogue Homem-do-Livro. O post “A Cada Esquecido o seu Adido” é um análise da crítica literária, nomeadamente de um ponto recorrente, a “crença casmurra de estarmos sempre a um passo de perdermos o património, de espreitarmos da beira dum precipício um abismo sempre atarefado a abocanhar toda a nossa história, toda a nossa identidade, condenando todos nós à amnésia“. Numa análise que começa no século XIX e vem até os nossos dias.

“Não passa uma semana sem o Público, o Expresso, o Diário de Notícias,nos terrorizarem com um horizonte vazio de referências ou nos fazerem sentir idiotas por não lermos o falecido dilecto do cronista”, sugere, “este tipo de discurso, entre o choradinho e o raspanete, já se tornou um género literário com estrutura própria, como romances de cavalaria ou relações de naufrágios quinhentistas”.

Corrigindo erros históricos, destapando incongruências e apontando preferências pessoais ou geracionais travestidas de opiniões fundadas, o autor traça um retrato muito interessante da crítica e jornalismo cultural português.

O blogue aqui.

Will Self escreve sobre os romances difíceis e de como é essencial que continuem a ser escritos

“There’s no doubt that in an era of cultural over-abundance, when a few keystrokes can—as if you were some cultural Midas—deliver to you all the literary, filmic and televisual riches the wide world has to offer, the notion of a “difficult” novel becomes almost exponentially harder to sell. But perhaps this figuration gives the game away: difficult novels have never been cultural artefacts you hard sell to anyone; their very existence is predicated on the distinction between cultural and financial capital that, under existing neoliberal conditions, is being comprehensively annihilated. No, a difficult novel has always been something readers aspire to, even if that aspiration only took the form of buying a leather-bound volume from the Book of the Month Club and leaving it to gather dust on your shelves. Unfortunately, I believe that aspiration is now comprehensively waning, as the novel moves from the centre stage of Western culture to its wings. Of course, people will object along these lines: “Joyce’s Ulysses only garnered a smattering of writers during his lifetime—and considering it’s regarded by many critics to be the most important novel of the 20th century, it’s hardly attracted that many since his death…” However, it’s worth considering how different the times were—Ulysses was banned in many countries for obscenity, while literacy and general education levels were far lower in the 1920s.”

Do Literary Hub

Livros nacionais e internacionais do crítico Eduardo Pitta

O crítico Eduardo Pitta escolheu os livros do ano para a revista Sábado, nacionais e internacionais. Cristina Carvalho com “Rebeldia”, Bruno Vieira Amaral de “Hoje Estarás Comigo no Paraíso”, a biografia de Nelson Rodrigues de Ruy Castro, os textos da New Yorker de George Steiner, os três de Javier Marías em “O Teu Rosto Amanhã”, além do novo de Saunders e o antigo O Escritor Fantasma, de Roth. A ler no blog Da Literatura.