Entrevista: Umberto Eco ao DN sobre "Número Zero"

A entrevista é de João Céu e Silva, foi publicada no DN de 24 de Maio de 2015 por altura da publicação de “Número Zero”, o seu relato sobre o jornalismo de sarjeta e a falta de memória perante a corrupção política e social. Passa-se numa época pré-Internet e pré-Berlusconi, para poder se contado sem o ruído que esses fenómenos distorcessem o romance.

“Na entrevista que deu ao DN garante que tudo o que conta, salvo a fantasia sobre o corpo de Mussolini, é verdadeiro, teve processos judiciais e já foi publicado: “O pior do que conto no meu romance não é o que se fez de terrível, mas que as pessoas se estejam nas tintas para todos esses acontecimentos. Vejo que tudo entra por uma orelha e sai pela outra das pessoas, como se as coisas terríveis que se passaram há 50 anos não preocupem ninguém e sejam aceites tranquilamente. Acho que ninguém me quer silenciar pois não sou Roberto Saviano, que conta segredos da mafia atuais. Eu conto coisas sobre as quais até a BBC já fez um documentário.”

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Urso Pardo em Portugal – Crónica de uma extinção, entrevista no DN

Gerardo Santos/DN

Nos três primeiros capítulos é feita a crónica da extinção. Ou seja, fazemos um retrato da presença do urso no território português, começando na pré-história, avançando pelo período romano, islâmico e alta Idade Média e entrando na história. Fomos aos documentos de foral e traçámos o percurso ao longo dos séculos. Mostramos a sua regressão. Apesar de não ser abundante, existia de norte a sul do país. E foi desaparecendo até se refugiar nas montanhas do Gerês, já no século XVII, onde – pensava a ciência – tinha desaparecido em 1650. Conseguimos demonstrar a sua existência em Portugal até ao século XIX, até 1843, data da morte do último urso encontrado em Portugal. Foi morto numa batida a 2 de dezembro, no Gerês. Na segunda parte do livro, quisemos perceber que modificações é que o território sofreu que levaram a que a espécie se tornasse cada vez mais rara e acabasse por desaparecer.

Entrevista a Paulo Caetano, no DN