Meta-crítica literária, «A Cada Esquecido o seu Adido» de Luís Miguel Rosa

Sabemos, desde Álvaro Ribeiro, que em Portugal a poesia substituiu a filosofia, os poetas foram os nossos maiores pensadores, os seus versos assombram-nos com todo o rigor do seu acúmen sentimental“, escreve Luís Miguel Rosa no seu blogue Homem-do-Livro. O post “A Cada Esquecido o seu Adido” é um análise da crítica literária, nomeadamente de um ponto recorrente, a “crença casmurra de estarmos sempre a um passo de perdermos o património, de espreitarmos da beira dum precipício um abismo sempre atarefado a abocanhar toda a nossa história, toda a nossa identidade, condenando todos nós à amnésia“. Numa análise que começa no século XIX e vem até os nossos dias.

“Não passa uma semana sem o Público, o Expresso, o Diário de Notícias,nos terrorizarem com um horizonte vazio de referências ou nos fazerem sentir idiotas por não lermos o falecido dilecto do cronista”, sugere, “este tipo de discurso, entre o choradinho e o raspanete, já se tornou um género literário com estrutura própria, como romances de cavalaria ou relações de naufrágios quinhentistas”.

Corrigindo erros históricos, destapando incongruências e apontando preferências pessoais ou geracionais travestidas de opiniões fundadas, o autor traça um retrato muito interessante da crítica e jornalismo cultural português.

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