Etiqueta em óbito

Morreu Germana Tânger


“O episódio mais célebre da sua longa carreira de diseuse foi talvez uma concorrida sessão no Teatro da Trindade, em 1959, quando subiu sozinha ao palco para ler, de cor, os quase mil versos da Ode Marítima de Álvaro de Campos. Um momento marcante não apenas enquanto façanha técnica, mas também pela coragem que exigia, e sobretudo a uma mulher, dizer um tal poema, com as suas violentas imagens de explícita dimensão homossexual e sado-masoquista, numa sala prestigiada do beato Portugal salazarista.”
In Público.

Morreu Sue Grafton

A escritora norte-americana Sue Grafton, conhecida pela série de livros dos “crimes do alfabeto”, com a detetive Kinsey Millhone, morreu aos 77 anos, vítima de cancro. Nascida em 1940, Grafton ficou famosa pela série em que o título de cada livro começava com uma letra diferente. Terminou com o ‘Y is for Yesterday‘.

“Many of you also know that she was adamant that her books would never be turned into movies or TV shows, and in that same vein, she would never allow a ghost writer to write in her name,” her daughter wrote. “Because of all of those things, and out of the deep abiding love and respect for our dear sweet Sue, as far as we in the family are concerned, the alphabet now ends at Y.”
O viúvo afirmou à Associated Press que ela andava em busca de uma ideia para última letra do alfabeto, o Z era um dos motivos que a ajudava a combater o raro e normalmente fatal câncro do apendice. “Nada foi escrito”, afirmou, “there is no Z”, “nobody in this family will ever use the letter Z again”, cita a agência que esta frase foi dita em tom de riso.