Moreira da Costa pode ser despejado

Conta o JN deste sábado que a Moreira da Costa corre o risco de fechar pois os novos proprietários do Hotel Infante Sagres, senhorios da livraria, querem incluir aquele espaço nas obras de remodelação do edifício, encerrá-lo e abrir uma loja de artigos relacionados “com a marca e com a cidade”, refere o jornal. O mais antigo alfarrabista da cidade do Porto tem o selo do programa municipal “Porto Tradição” mas nem isso parece interferir com a decisão, da mesma forma que sucedeu em Lisboa com a Aillaud e Lello, em Lisboa. “O alfarrabista, fundado em 1902 na Rua de Aviz, pretende manter ali os seus 50 mil títulos. A Sagrotel quer ocupar o espaço e alega que denunciou o contrato de arrendamento antes da Moreira da Costa ser considerada loja histórica”, explica o jornal, e a câmara confirmou: “A denúncia do contrato é anterior ao requerimento e consequente processo de reconhecimento. Prevalece, por isso, o mecanismo legal acionado pelo senhorio, a menos que se verifique consenso entre as partes”. A empresa refere que o projecto aprovado na autarquia “obriga à desocupação total da livraria”.

Saldos a peso na Rua das Flores

Livros ao quilo. Assim é, o Mercado do Livro, ou mercado do saldo, que a empresa calendário de Letras organiza habitualmente na nave do Palácio de Cristal e que este ano transferiu para a Rua das Flores, segundo noticia o Porto24. “Estamos certos que este é o local certo para substituir o Pavilhão Rosa Mota, que vai deixar saudades. A Rua das Flores tem uma nova vida, onde passam milhares de portugueses e turistas todos os dias. Há ideias a transformarem-se constantemente em negócios e muitas novas atrações”, referiu Francisco Curralo, da Calendário de Letras, a editora responsável pela organização do evento. A outra mudança é a realização de “um verdadeiro mercado vende produtos ao quilo”. A venda, o mercado, decorre no Museu da Misericórdia do Porto, das 10h às 20h.

A arquitetura moderna do Porto em livro

1942 pode ser definido como o ano do aparecimento do Movimento Moderno na arquitetura portuense, com a Casa Joaquim Malheiro Pereira, projeto de Alfredo Viana de Lima, que foi o primeiro em Portugal a revelar influência direta de Le Corbusier. Ele é o ponto de partida para o mais recente livro sobre a arquitetura da cidade do Porto: “Guia de Arquitetura do Porto 1942-2017”.

Editado pela A+A Books, faz um levantamento de fundo e exaustivo desde aquela época até aos dias de hoje, não só na capital do distrito mas também em Matosinhos, Maia, Vila Nova de Gaia e Gondomar. O guia, escreve a agência Lusa, citando a apresentação da obra, “entende assim ‘a cidade como o espraiamento mais denso a partir do seu centro histórico’, alargando-se à grande área urbana, através de 13 zonas bem definidas, ‘procurando simultaneamente agrupar os exemplos escolhidos’ em zonas de ‘coerência arquitetónica/urbanística’ ou com uma identidade própria, reconhecível, tendo em conta eixos históricos de desenvolvimento.

Depois do Movimento Moderno, o guia centra-se nos modificações trazidas com 0 25 de Abril, nomeadamente a ação do Serviço Ambulatório de Apoio Local, SAAL, e daí até meados 1990, antes de entrar no século XXI. Aqui destacam-se as obras da Metro do Porto, da requalificação da Baixa no âmbito da Porto 2001. E continua com os projetos em andamento: Programa de Qualificação Urbana da Circunvalação, o Mercado do Bolhão, o Matadouro de Campanhã, a Estação Intermodal de Campanhã e os Percursos Pedonais (ligações Palácio de Cristal, Miragaia, Virtudes).

O Hotel D. Henrique, o Silo-Auto, a Escola Secundária Soares dos Reis, a reabilitação de uma ilha de Campanhã, a sede portuense da União Elétrica Portuguesa, a ponte de S. João, a reabilitação do Palácio do Freixo, as faculdades de Engenharia e Economia, o complexo habitacional Quinta das Sedas, o Terminal de Cruzeiros de Leixões, as reabilitações do Rivoli e da Casa das Artes, a Casa da Arquitetura, a Casa de Chá da Boa Nova, a Estação de Tratamento de Águas do Lever, a Capela de São José e o edifício Garagem Ouro são algumas das obras presentes no guia.

A apresentação será esta quinta-feira.

Acervo de Miguel Veiga doado ao Porto

Rui Moreira e Miguel Veiga (imagem porto.pt)

Os cerca de 20 mil livros da biblioteca pessoal do advogado e político portuense Miguel Veiga foram doados à Câmara Municipal do Porto. O anúncio foi feito pelo presidente da autarquia ao propor na reunião de câmara um protocolo com a sua herdeira.  Entre os cerca de 20 mil volumes, “predominam temáticas ligadas à literatura e às artes, ao pensamento ou à política, em língua portuguesa e estrangeira, que em termos cronológicos abarca a parte final do século XIX, todo o século XX e princípios do atual”, relata o Porto24.  De acordo com o protocolo de doação, a Câmara compromete-se a integrar esta biblioteca no acervo das Bibliotecas Municipais, para a disponibilizar ao público leitor, integrando os catálogos físicos e digitais das Bibliotecas do Porto”.  Miguel Veiga morreu a 14 de novembro de 2016, aos 80 anos. Nasceu no Porto e foi, ao lado de Francisco Sá Carneiro e Francisco Pinto Balsemão, um dos fundadores do Partido Popular Democrático, hoje PSD, em 1974.